O que a auditoria leu, e quando
Para cada site, a auditoria GEO da Valor Digital, a mesma de geo.valor.digital, abriu a página principal, a página inicial (quando é outra) e até três páginas internas, escolhidas no sitemap ou nos links. Também leu o robots.txt, procurou o sitemap, testou o acesso com o user-agent de robôs de IA e de um navegador comum e conferiu o /llms.txt e a resposta em Markdown. As páginas foram lidas como o servidor as entrega, sem executar JavaScript. As auditorias foram feitas de 8 a 16 de outubro de 2026, e vale uma por site, a mais recente de cada endereço; os sites podem ter mudado desde então.
Página principal e página inicial
A página principal é a do endereço do site que está no cadastro da empresa no OpenStreetMap, depois dos redirecionamentos. Na maioria dos sites, é a página inicial; em alguns, o cadastro aponta para outra página, como a de um idioma ou de uma unidade. Título, meta description, h1 e idioma são da página principal. Open Graph, o teste de firewall e o pedido em Markdown usam a página inicial (ou a principal, quando a inicial não pôde ser lida).
Quais sites
A lista saiu do OpenStreetMap, o mapa colaborativo: empresas brasileiras com site cadastrado, em segmentos de hospedagem, saúde, serviços profissionais, comércio e serviços locais. A coleta descarta, por regra, restaurantes, escolas, associações, empresas de informática e de publicidade, ramos dominados por redes (como roupas e calçados), redes com o mesmo site em vários endereços, domínios públicos (.gov.br, .jus.br, .edu.br e outros), hospitais, perfis em plataformas (como redes sociais e sites de reserva), sites em construção ou suspensos e endereços que já estavam na nossa base de contatos. Só foram auditados sites cuja página inicial respondeu à coleta com uma página HTML e que têm um e-mail de contato publicado, no site ou no cadastro. Os filtros são automáticos e deixam passar casos: entre os 3.171 há endereços que, no dia da auditoria, não mostravam o site de uma empresa (página provisória ou de hospedagem, tela de verificação de robô, login de outra plataforma) e unidades de universidades públicas; eles entram nas contas como os demais.
O que isso muda na leitura
A lista não é uma amostra aleatória das empresas brasileiras. Ela reflete quem cadastrou o site no OpenStreetMap e os segmentos escolhidos: hotéis são 860 dos 3.171 sites, e São Paulo (943), Santa Catarina (717) e Rio Grande do Sul (366) concentram a maior parte. A coleta respeita o robots.txt: 86 sites que pediam para robôs não entrarem ficaram fora da pesquisa. Os sites que não abriram para a coleta também ficaram de fora. Por isso, as taxas de bloqueio desta pesquisa valem para os sites auditados, e não para todas as empresas.
O que a pesquisa não mede
Não verificamos se esses sites aparecem nas respostas do ChatGPT, do Gemini, do Perplexity ou do AI Overviews: a pesquisa mede o que cada site entrega aos robôs. Cada número conta o que a auditoria encontrou ao ler o site; nesta página, “não tem” quer dizer que a auditoria não encontrou. Em HTML muito malformado, o leitor da auditoria pode não achar o que um navegador acharia. Só JSON-LD conta como dado estruturado; microdados e RDFa, que o Google também aceita, ficam fora dessas linhas. O teste de firewall manda, do nosso servidor, pedidos com o user-agent de cada robô: ele não vê bloqueios feitos pelo endereço IP do robô verdadeiro e conta como recusa tanto a proteção contra quem imita robôs quanto o limite de pedidos (HTTP 429 ou 503).
UFs e segmentos
Nos arquivos, a UF e o segmento aparecem para 3.164 dos 3.171 sites: em 7, a auditoria não ficou ligada ao cadastro de origem, e eles entram só nos totais. Sites por UF nos arquivos: SP 943, SC 717, RS 366, RJ 160, BA 158, MG 156, PR 152, CE 130, ES 54, PE 44, DF 44, GO 38, RN 32, AL 31, MT 23, MS 22, AM 20, PA 16, PI 15, SE 14, AP 11, PB 9, TO 4, MA 3, RO 1 e AC 1. O segmento vem da categoria da empresa no OpenStreetMap; os recortes por segmento usam os 14 que têm 60 sites ou mais, e os demais entram só no total.